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TSE lista 3 pontos que destacam falhas na argumentação do PL sobre urnas

 TSE lista 3 pontos que destacam falhas na argumentação do PL sobre urnas
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O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) divulgou uma resposta técnica às alegações do Partido Liberal (PL) sobre supostos erros nas urnas eletrônicas fabricadas antes de 2020. Segundo a legenda do presidente Jair Bolsonaro (PL), cerca de 279 mil equipamentos usados nestas eleições não podem ser rastreados porque possuem o mesmo código físico de verificação, ao contrário do modelo mais recente.

A Justiça Eleitoral, porém, desmentiu o relatório apresentado pelo PL ao elencar três “possíveis achados” que justificariam a suspeição das urnas eletrônicas de modelos anteriores a 2020:

  • impossibilidade de identificação da urna eletrônica específica que gerou os resultados (arquivos de BU, RDV e LOG) de seções, quando tais urnas são dos modelos 2009, 2010, 2011, 2013 e 2015, conduzindo à impossibilidade de rastreabilidade do equipamento físico que gerou os resultados, uma vez que todas teriam o mesmo número de identificação;
  • ocorrência de possível violação do sigilo do voto a partir do registro de nomes de eleitores nos logs; e
  • discrepância de votação dada a candidatos à Presidência da República quando comparadas as votações somente em urnas 2020 com urnas de modelos anteriores.

Na prática, para o PL, se os votos das urnas antigas forem desconsiderados, Bolsonaro seria o eleito do pleito com 51% dos votos, ao contrário do resultado oficial do TSE, que deu vitória a Luiz Inácio Lula da Silva (PT) por 50,9%.

Em coletiva de imprensa na última quarta-feira (23), Valdemar da Costa Neto, presidente nacional da sigla, disse que, em caso de indícios de erros, o equipamento deve ser desconsiderado. No mesmo discurso, desconsiderou o desejo por novas eleições, sobretudo desde o primeiro turno.

Por outro lado, Alexandre de Moraes, presidente do TSE, indeferiu o pedido de avaliação extraordinária das urnas porque o PL não apresentou dados referentes ao primeiro turno, já que as mesmas urnas denunciadas foram usadas naquela etapa que elegeu a maior bancada do Partido Liberal na Câmara, 99 deputados. Acusada de litigância de má-fé, a coligação bolsonarista foi condenada a pagar multa de R$ 22 milhões.

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