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Tempo de fala na Alepe cria novo embate entre deputados da base do governo e da oposição

 Tempo de fala na Alepe cria novo embate entre deputados da base do governo e da oposição

Plenário da Alepe – Foto: Nando Chiappetta/Alepe

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Aliados do prefeito João Campos utilizam estratégia de esvaziar o tempo na tribuna da base do governo para atacar a gestão de Raquel Lyra

Por JC

O ano legislativo mal iniciou e os ânimos entre deputados da base do governo e da oposição já se exaltaram na reunião plenária desta terça-feira (3), na Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe). Desta vez, o embate ocorreu devido à estratégia dos oposicionistas de citar o nome uns dos outros em seus discursos na tribuna – para que tivessem direito de resposta – e, assim, utilizar todo o tempo de fala no Pequeno Expediente para criticar o Governo do Estado, sem dar espaço para que a base governista pudesse falar – por não ser permitido aparte.

Ao perceber o procedimento adotado pela oposição, a líder do governo, a deputada Socorro Pimentel (União), contestou a dinâmica utilizada na plenária e, diante da não atuação da presidência da Alepe, garantiu que irá repetir a mesma estratégia na próxima sessão. “Todos citados foram citados de forma deliberada, propositalmente para que cada um pudesse falar… E falaram de assuntos diversos do que foi colocado. E gostaria de dizer que a partir de amanhã, os nossos liderados vão fazer da mesma forma que foi colocado hoje. Então não vai ter mais grande expediente aqui, porque nós vamos citar muitos deputados”, ameaçou Socorro.

 

deputado Diogo Moraes (PSDB), que presidiu a plenária na ausência de Álvaro Porto (PSDB), rebateu a insinuação de Socorro Pimentel de que ele estaria permitindo aparte aos deputados oposicionistas. “Eu não posso pré-julgar ninguém se fez isso premeditado ou não (citar os nomes uns dos outros para ocupar todo o tempo). Ninguém pediu aparte aqui. O que ocorreu aqui foram questões de ordem por citações de nome. Se a senhora citar o nome de um deputado e o deputado se achar no direito que precisa explicar diante da citação de seu nome ainda no discurso de um outro, aí cabe a cada deputado pedir uma questão de ordem. Isso não é aparte”, justificou o deputado que faz parte da oposição ao governo.

Ataques ao governo

Um dos temas que gerou repercussão na reunião plenária desta terça (3) foi uma ação realizada pelo Departamento Nacional de Auditoria do Sistema Único de Saúde (DenaSUS) em Pernambuco para investigar supostas irregularidades em repasses estaduais para a Casa de Saúde e Maternidade Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, localizado em Garanhuns, no Agreste Meridional, tema levantado pelo deputado Rodrigo Farias (PSB).

O parlamentar destacou o fato de a unidade, que teria recebido cerca de R$ 100 milhões nos últimos três anos, pertence ao marido da vice-governadora Priscila Krause (PSD). Rodrigo Farias revelou ainda que, no primeiro ano da atual gestão, houve um aumento de 42% nos repasses à instituição e que, durante um período de 15 dias em que a vice esteve à frente do Executivo, foram realizados mais de 25 repasses de recursos públicos ao hospital. “O que vemos aqui é um caso clássico de superfaturamento, de dano ao erário, de conflito de interesse, de enriquecimento ilícito, e uma afronta clara aos princípios da impessoalidade”, declarou.

Já Romero Albuquerque criticou a postura da governadora Raquel Lyra em relação à denúncia de rastreamento de um carro da Prefeitura do Recife pela Polícia Civil de Pernambuco. “Quem mandou fazer isso? Está registrado em algum lugar? Quem comprou o rastreador e com que dinheiro? Cadê a autorização da Justiça para espionar? Se não teve, é crime. A governadora sabia ou não sabia? Tem mais gente sendo vigiada?”, questionou o deputado.

Em contraponto, Débora Almeida (PSDB) saiu em defesa do Governo e afirmou que a alegação de espionagem é uma tentativa de transformar “procedimentos técnicos legítimos em narrativa política” e ressaltou que a Procuradoria-Geral do Estado já está analisando as medidas jurídicas cabíveis, embora o Estado ainda não tenha sido formalmente notificado da decisão judicial. “O Governo de Pernambuco não foge de esclarecimentos, não teme a apuração e não se esconde atrás de instituições. Ao contrário, fortalece as instituições, respeita suas decisões e preserva sua autonomia”, concluiu.

 

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