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Professores da rede estadual de Pernambuco fazem paralisação e protesto na Alepe

 Professores da rede estadual de Pernambuco fazem paralisação e protesto na Alepe
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Apesar do ato, marcado como Dia Estadual de Paralisação da Rede Estadual de Ensino, SEE informou que as escolas devem funcionar normalmente

Apesar do ato, marcado como Dia Estadual de Paralisação da Rede Estadual de Ensino, a Secretaria de Educação de Pernambuco (SEE) informou, por meio de nota, que as escolas devem funcionar normalmente.

“A pasta ressalta que será respeitado o direito dos professores que optarem por aderir à paralisação para reivindicar suas pautas”, informou a Secretaria em resposta enviada à coluna Enem e Educação.

Segundo o sindicato, a pauta de reivindicações da campanha salarial foi entregue ao governo em 6 de fevereiro, mas até agora não houve proposta considerada satisfatória.

“Já faz um mês que entregamos a pauta de reivindicações da Campanha Salarial Educacional ao Governo do Estado. Tivemos uma mesa de negociação, mas não houve nenhuma proposta concreta da gestão”, declarou Ivete Caetano, presidenta do Sintepe. O prazo para aprovação de projeto de lei com impacto salarial na Alepe termina em 4 de abril, em razão das normas eleitorais.

Entre os principais pontos da negociação está a atualização do piso salarial do magistério, com repercussão em toda a carreira dos servidores da Secretaria de Educação. A correção segue os critérios definidos pela Medida Provisória nº 1.334/2026, que estabelece que o reajuste anual considere a variação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) do ano anterior, somada a 50% da média de crescimento real da receita do Fundeb.

Com base nessa fórmula, o piso nacional foi reajustado em 5,4% em 2026, passando de R$ 4.867,77 para R$ 5.130,63 para jornada de 40 horas semanais. O Sintepe defende que esse percentual seja aplicado a toda a estrutura da carreira da educação em Pernambuco.

Outros pontos reivindicados

A campanha salarial também inclui a reformulação do Plano de Cargos, Carreira e Rendimentos (PCCR) de todos os cargos da área, além de demandas relacionadas à realização de concurso público, revisão de gratificações e ampliação da formação continuada.

Procurada pela coluna Enem e Educação, a Secretaria de Administração (SAD) informou apenas que as negociações com a categoria seguem abertas. A pasta destacou que houve reunião na última quarta-feira (25) para tratar da pauta.

“O Governo reafirma sua disposição permanente para dialogar com a categoria, sempre buscando avanços que resultem em melhorias para esses profissionais”, afirmou a nota.

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