Janeiro Roxo: informação é a principal arma contra a hanseníase e o preconceito
Janeiro é marcado pela campanha Janeiro Roxo, um movimento nacional de conscientização, prevenção e combate à hanseníase. Mesmo sendo uma doença antiga, curável e com tratamento gratuito disponível pelo Sistema Único de Saúde (SUS), a hanseníase ainda carrega um forte peso de discriminação e estigma social, alimentado principalmente pela desinformação.
Por muito tempo, a doença foi associada ao isolamento, ao medo e a ideias equivocadas que não condizem com os avanços da medicina. Hoje, a realidade é outra: a hanseníase tem cura, o tratamento é eficaz e o diagnóstico precoce impede complicações e interrompe a transmissão. Ainda assim, o preconceito continua sendo um dos maiores obstáculos no enfrentamento da doença.
Em muitos casos, o medo do julgamento social faz com que pessoas deixem de procurar atendimento ao perceberem os primeiros sinais, como manchas na pele com alteração de sensibilidade, dormência ou formigamento em braços e pernas. Esse atraso no diagnóstico pode agravar o quadro clínico e reforçar o ciclo de exclusão vivido por quem convive com a doença.
O combate à hanseníase vai além do tratamento medicamentoso. Envolve, sobretudo, informação correta, conscientização da população, enfrentamento do preconceito e fortalecimento da rede pública de saúde. Em Araripina, profissionais da área reforçam que conhecer os sinais da doença, buscar atendimento de forma precoce e confiar no sistema de saúde são atitudes essenciais para quebrar tanto o ciclo da hanseníase quanto o estigma que ainda a acompanha.
A campanha Janeiro Roxo surge, portanto, como um chamado à responsabilidade coletiva: informar, acolher e cuidar. Falar sobre hanseníase é salvar vidas, preservar dignidades e garantir que o direito à saúde seja exercido sem medo ou discriminação.
E para aprofundar esse tema, acompanhe agora a reportagem de Iza Eduarda, do Jornal da Grande, da Rádio Grande Serra FM/Araripina – 98.1, que entrevista as médicas Rebeca Ribeiro e Ernandes Modesto, além da biomédica Izolda Modesto. Eles falam sobre os exames laboratoriais, diagnóstico e o tratamento da hanseníase ofertados pelo SUS em Araripina.
Imagem: Jornal da Grande
