Vereadores da oposição na Câmara Municipal de Pio IX protocolaram um pedido de abertura de Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar denúncias graves envolvendo o prefeito Silas Noronha. As acusações incluem suposto favorecimento à exploração sexual de adolescentes e possível desvio de recursos públicos. O caso também já está sob análise do Tribunal de Justiça do Piauí.
Diante da repercussão, a vereadora Regina Coeli afirmou que a decisão de formalizar o pedido partiu após a divulgação das denúncias nas redes sociais. Segundo ela, é necessário que os fatos sejam apurados com rigor e responsabilidade. “Não podemos silenciar diante de tal fato”, declarou, ressaltando que eventuais culpados devem responder conforme a lei.
Agora, você confere uma reportagem de Iza Eduarda, do Jornal da Grande, da Rádio Grande Serra FM/Araripina – 98,1. A matéria traz trechos de vídeos publicados por Liedson, além de uma entrevista com a vereadora de oposição Regina Coeli, que comenta o pedido de CPI e a gravidade das denúncias.
A reportagem também apresenta, ao final, a íntegra da nota oficial divulgada pelo prefeito Silas Noronha, na qual ele se posiciona sobre as acusações.
As investigações seguem em andamento. O processo tramita na 2ª Câmara Especializada Criminal do Tribunal de Justiça do Piauí e teve origem em denúncias feitas por um ex-colaborador da campanha do gestor. Ele afirma ter atuado como intermediador em uma suposta rede de aproximação entre o prefeito e adolescentes, com idades entre 13 e 14 anos, mediante promessas de benefícios financeiros e oportunidades de emprego.
De acordo com o denunciante, existem provas como áudios, vídeos, comprovantes de transferências bancárias e registros de conversas já entregues às autoridades. O caso foi inicialmente apurado pela Polícia Civil do Piauí e, posteriormente, encaminhado ao Judiciário, onde é tratado como inquérito relacionado ao favorecimento da prostituição ou exploração sexual de menores, conforme previsto no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).
O denunciante também relata ter recebido ameaças e afirma temer por sua segurança, motivo pelo qual decidiu tornar o caso público por meio de vídeos nas redes sociais.