Dengue: Pernambuco investiga primeiras mortes associadas à dengue em 2024

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Ao todo, no Estado, são 783 casos prováveis (82 confirmados) de dengue este ano. O número é 83% maior, em comparação com o mesmo período de 2023

porCinthya Leite

A Secretaria de Saúde de Pernambuco (SES-PE) investiga as primeiras quatro mortes de 2024 associadas a arboviroses no Estado. O boletim divulgado pela pasta, nesta quarta-feira (7), notifica dois óbitos relacionados à infecção por dengue – os outros dois ainda não foram oficialmente registrados porque foram registrados após o fechamento do atual balanço.

Em nota, a SES-PE informa que um dos óbitos associados à dengue que constam no boletim epidemiológico é de um homem de 58 anos, que morava em Jaboatão dos Guararapes, no Grande Recife. Ele tinha comorbidade (não foi informada qual). Ele foi a óbito no dia 5 de janeiro.

“Exames laboratoriais apontam sorologia negativa para arboviroses. Mas só isso não é necessário para concluir a investigação, pois aguardamos outros detalhes, como a análise histopatológica”, diz o diretor-geral de Vigilância Ambiental e Saúde do Trabalhador da SES-PE, Eduardo Bezerra.

O outro óbito relacionado à dengue, que está no boletim epidemiológico, é de uma mulher de 74 anos, que morava em Abreu e Lima, no Grande Recife. Ela tinha comorbidade (não foi informada). A SES-PE aguarda diagnóstico laboratorial e/ou histopatológico, investigação e discussão do caso para descarte ou confirmação da morte por dengue. A idosa faleceu no dia 2 de fevereiro.

“São mortes que ocorreram com sintomas compatíveis com doenças como dengue. Mas precisamos fazer toda a investigação. O tempo para confirmar ou descartar depende das análises de prontuários e do quadro apresentado pelo paciente”, explica Eduardo.

Ele ressalta que o atual momento epidemiológico é de alerta em Pernambuco. “Estamos por quatro semanas consecutivas acima do limite superior do número de casos. Além disso, casos graves de dengue já começam a ser notificados. Não estamos na situação de outros Estados do País, que vivem uma epidemia, mas há risco de ocorrer o mesmo cenário aqui em Pernambuco.”

O gestor ainda frisa o Estado foi o epicentro da tríplice epidemia de arboviroses nos anos de 2015 e 2016. Foram 18 meses em epidemia quase ininterrupta. “Esse processo pode ter provocado uma imunidade coletiva potente que se refletiu em menores incidências nos anos posteriores.”

Além das mortes notificadas, Pernambuco tem, em sete dias, mais 271 novos casos prováveis de dengue em uma semana e mais 27 confirmados. Também foram registrados dois casos graves da doença em sete dias.

Ao todo, no Estado, são 783 casos prováveis (82 confirmados) de dengue este ano. O número é 83% maior, em comparação com o mesmo período de 2023.

Também foram registrados 233 casos prováveis (15 confirmados) de chicungunha, cujas notificações começam a aumentar. São 2,2% mais registros do que no mesmo período de 2023.

Em relação à zika, são 9 casos prováveis (1 deles em gestante), sem confirmações.

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