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Crise na Segurança: promessa não cumprida acirra tensão entre Raquel Lyra e policiais civis, que anunciam paralisação em Pernambuco

 Crise na Segurança: promessa não cumprida acirra tensão entre Raquel Lyra e policiais civis, que anunciam paralisação em Pernambuco
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A crise na segurança pública de Pernambuco ganhou novos capítulos com o acirramento das tensões entre a governadora Raquel Lyra e a Polícia Civil. Eleita com a promessa de fortalecer o setor, a gestora agora enfrenta críticas do Sindicato dos Policiais Civis de Pernambuco, que denuncia o não cumprimento de acordos e a continuidade de problemas estruturais que afetam diretamente o trabalho da categoria.

De acordo com o sindicato, apesar dos anúncios de investimentos elevados, os policiais civis ainda convivem com baixos salários — entre os piores do país — além de condições precárias nas delegacias, muitas delas funcionando em imóveis alugados e sem estrutura adequada. Outro ponto grave é o chamado “autofinanciamento”, onde servidores precisam arcar com custos básicos do dia a dia, como água, material de expediente e até internet.

A insatisfação aumentou após a promessa de abertura de diálogo feita pela governadora durante um ato na última sexta-feira (13). A reunião, prevista para o dia 16, não ocorreu, o que levou representantes do sindicato a montarem acampamento em frente ao Palácio do Campo das Princesas, no Recife.

À frente do movimento está o presidente do SINPOL, Áureo Cisneiros, que tem criticado a postura do Governo do Estado e cobrado a abertura imediata de negociação com a categoria.

Diante da falta de avanços, os policiais civis confirmaram uma paralisação de 24 horas nesta quarta-feira, 18 de março, como forma de pressionar o Governo do Estado por melhorias salariais, recomposição do efetivo e melhores condições de trabalho.

O tema foi destaque no Jornal da Grande, da Rádio Grande Serra FM 98,1, em Araripina. O presidente do sindicato, Áureo Cisneiros, concedeu entrevista à repórter Iza Eduarda, detalhando a situação da categoria e reforçando a cobrança por diálogo.

Acompanhe a entrevista completa e entenda todos os detalhes desse impasse que afeta a segurança pública no estado.

Imagem: Reprodução

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