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Flávio Bolsonaro volta atrás e retira afirmação de que é “o verdadeiro presidente eleito” do Brasil

 Flávio Bolsonaro volta atrás e retira afirmação de que é “o verdadeiro presidente eleito” do Brasil
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Em nova versão de carta publicada nos EUA, o candidato derrotado substituiu expressão por “líder do Brasil”

Nos EUA, o candidato derrotado Flávio Bolsonaro (PL) recuou e apagou a carta em que se apresentava como “o verdadeiro presidente eleito do Brasil” e publicou uma nova versão do texto, na qual substituiu a expressão por “o líder do Brasil”. Na primeira versão, publicada nesta quarta-feira (28), o parlamentar se dirigia ao povo brasileiro e à comunidade internacional reivindicando a condição de presidente eleito.

Outra diferença entre as versões é a troca dos brasões. Na primeira vez que a carta foi divulgada, Flávio usou uma versão das Armas Nacionais com a inscrição “Estados Unidos do Brazil”, utilizada no início do período republicano.

Na nova versão, o documento passou a ter o brasão com a inscrição “República Federativa do Brasil”, nome oficial adotado após a mudança estabelecida em 1968.

 

O pronunciamento acontece após a fuga do candidato derrotado para os Estados Unidos. após a decisão que reelegeu o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno das eleições presidenciais, realizado no último domingo (25). Flávio afirma estar nos Estados Unidos com a família e diz que pretende liderar a oposição brasileira a partir do exterior.

A mudança também ocorre em meio à determinação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), para que Flávio entregasse seus passaportes em até 24 horas. A ordem incluía os documentos brasileiro e italiano. Após o descumprimento da determinação, o passaporte brasileiro foi cancelado pela Polícia Federal.

Na carta, Flávio Bolsonaro afirma ser o verdadeiro presidente eleito do Brasil e acusa Lula, o Supremo Tribunal Federal (STF) e o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) de envolvimento em uma suposta fraude eleitoral. Ele questiona a prorrogação do horário de votação no segundo turno e acusa o governo de abuso de poder político e econômico durante a campanha.

O senador também acusa o Judiciário de promover perseguição política contra ele, seu pai, Jair Bolsonaro, e outros aliados. Afirma que não havia mandado de prisão contra ele e que deixou o Brasil para proteger a família e escapar do que classifica como um regime de exceção.

Na carta, agradece ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e ao presidente da Argentina, Javier Milei, pelo apoio.

Flávio compara sua situação à de figuras históricas que deixaram seus países para enfrentar regimes autoritários e anuncia que liderará a oposição brasileira a partir do exterior.

Ele pede que a comunidade internacional não normalize a situação política do Brasil e convoca apoiadores e parlamentares aliados a mobilizarem a oposição por meios pacíficos e legítimos.

Ao final, afirma que sua luta continuará até que o Brasil, segundo ele, volte a ser um país livre.

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