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Ministério da Saúde prevê alta de casos de dengue no segundo semestre por causa do El Niño

 Ministério da Saúde prevê alta de casos de dengue no segundo semestre por causa do El Niño
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Entre os riscos à saúde associados ao fenômeno climático no Nordeste, a pasta cita a proliferação da dengue ao lado de doenças respiratórias, cardiovasculares e ligadas à insegurança hídrica e alimentar

Nilton Vilanova

O Brasil registrou queda de 75% na incidência de dengue no primeiro semestre de 2026 em comparação com o mesmo período de 2025, segundo o Ministério da Saúde. A pasta, porém, projeta reversão da tendência nos próximos meses por causa do El Niño. “Provavelmente este segundo semestre nós teremos um aumento da incidência e da prevalência de dengue e outras arboviroses”, afirmou o ministro Alexandre Padilha durante coletiva de imprensa desta quarta-feira (16).

Diante do cenário, o ministério afirma estar organizando, junto a estados e municípios, um plano de contingência mais robusto para o enfrentamento das arboviroses. Entre os riscos à saúde associados ao fenômeno climático no Nordeste, a pasta cita a proliferação da dengue ao lado de doenças respiratórias, cardiovasculares e ligadas à insegurança hídrica e alimentar.

O alerta brasileiro acompanha um movimento observado em outras partes do mundo. Segundo o ministro Alexandre Padilha, o mosquito Aedes aegypti, vetor da dengue, foi identificado recentemente no Reino Unido e já há registro de transmissão de chikungunya na França.

Para Padilha, o fenômeno mostra como o aumento da temperatura média global “leva doenças para lugares onde elas não existiam”. Ele citou o exemplo do Rio Grande do Sul, que registrou surto de dengue associado ao El Niño em 2024, ano também marcado pelas enchentes históricas no estado.

 

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