Mudanças no Minha Casa, Minha Vida beneficiam mais de 1 milhão de famílias em Pernambuco
Um estudo realizado pela Associação das Empresas do Mercado Imobiliário de Pernambuco (Ademi-PE), em parceria com a BCB Inteligência, revela um cenário de transformação para o setor habitacional no Estado. De acordo com o levantamento, as recentes atualizações normativas e a redução das taxas de juros do programa Minha Casa, Minha Vida (MCMV) impactam diretamente 1.079.545 famílias nos 185 municípios pernambucanos, redesenhando o acesso à moradia e estimulando novos investimentos imobiliários.
A pesquisa detalha uma mobilidade significativa entre as categorias de renda do programa. Mais de 613 mil famílias migraram para a Faixa 2, enquanto cerca de 333 mil passaram a integrar a Faixa 1, segmento que conta com subsídios que podem chegar a 95% do valor do imóvel.
Além disso, a inclusão de novas famílias na Faixa 4 reforça a ampliação do alcance social das novas diretrizes. Este movimento é potencializado localmente pelo programa Morar Bem PE, do Governo do Estado, que oferece auxílio de até R$ 20 mil para o valor da entrada, complementando o crédito com juros atrativos, situados entre 4% e 4,5% ao ano.
PLANEJAMENTO DE MERCADO
Para o presidente da Ademi-PE, Rafael Simões, o estudo funciona como um divisor de águas para o planejamento das construtoras. Ele destaca que o ajuste nos tetos de financiamento e a reconfiguração das faixas são ferramentas fundamentais para destravar o mercado.
Segundo Simões, os dados permitem que os incorporadores planejem novos empreendimentos com precisão, focando onde a demanda está mais aquecida e garantindo que o setor imobiliário continue a impulsionar o desenvolvimento social e econômico regional.
IMPACTO EM PERNAMBUCO
Geograficamente, o impacto é abrangente e alcança todas as regiões do estado. A capital, Recife, concentra o maior volume de beneficiados, com mais de 442 mil famílias, seguida por Olinda e Jaboatão dos Guararapes. No interior, Caruaru se consolida como o principal polo do Agreste, enquanto Petrolina lidera os números no Sertão. Outras cidades como Serra Talhada, Salgueiro, Paulista e Cabo de Santo Agostinho também apresentam números robustos, confirmando a capilaridade das novas regras e as oportunidades de expansão para o mercado imobiliário em todo o território pernambucano.
Bruno Cantalupo, CEO da BCB Inteligência, observa que o novo cenário corrige distorções históricas que anteriormente excluíam potenciais compradores por pequenas variações de renda. “Este estudo antecipa o potencial de novas famílias que poderão ser agregadas ao mercado com as taxas de juros mais baixas. Essas mudanças impactam positivamente o setor, pois permitem que pessoas que antes ficavam fora do programa por uma pequena diferença de renda agora consigam realizar o sonho da casa própria. A chegada destes novos patamares de juros, somada aos incentivos federais e ao programa Morar Bem, é essencial para manter o setor imobiliário aquecido em Pernambuco”, analisa Cantalupo.]
Fonte: JC
Imagem: Divulgação
