Adolescente é brutalmente agredido por “Caretas” no Centro de Araripina e revolta população
Um caso de violência envolvendo a tradicional figura dos “Caretas” gerou revolta e intenso debate em Araripina. Um adolescente foi agredido no final da tarde da última terça-feira (18), ao sair de uma escola localizada no centro da cidade, supostamente por indivíduos mascarados que participavam das manifestações típicas do período da Quaresma.
Segundo relatos de testemunhas, o estudante foi surpreendido pelos agressores no momento em que deixava a unidade de ensino. A ação violenta só foi interrompida graças à intervenção de um servidor da escola e de populares que passavam pelo local e perceberam a situação. O jovem recebeu ajuda imediata e conseguiu escapar de danos mais graves.
O episódio ganhou grande repercussão na manhã desta sexta-feira (20), durante o programa jornalístico da Rádio Grande Serra FM, transmitido na frequência 98,1 FM. Ao longo do Jornal da Grande, dezenas de ouvintes participaram ao vivo, manifestando indignação com o ocorrido e criticando a conduta de pessoas que estariam utilizando a tradição dos Caretas para cometer atos de violência.
De acordo com a opinião predominante entre os ouvintes, a prática cultural, que historicamente faz parte das manifestações populares da Quaresma no Sertão pernambucano, teria perdido parte de sua essência original. Muitos destacaram que indivíduos de má índole estariam se aproveitando do anonimato proporcionado pelas máscaras para praticar delitos, como agressões e intimidações.
“A tradição é bonita, faz parte da nossa cultura, mas o que a gente está vendo hoje é preocupante”, comentou um ouvinte durante a programação. Outro participante cobrou maior fiscalização por parte das autoridades, principalmente em áreas de maior circulação, como o centro da cidade.
Até o momento, não há confirmação oficial sobre a identificação dos suspeitos. A população cobra providências das forças de segurança para evitar novos casos e garantir que manifestações culturais não sejam deturpadas por práticas criminosas.
O caso segue repercutindo na cidade e reacende o debate sobre segurança pública e preservação das tradições populares em Pernambuco.
Imagem: Reprodução/Redes Sociais
