Mais previsões: Meteorologia em Lisboa

MENU

Decisão da Câmara mantém Eduardo Bolsonaro elegível, mas condenação no STF tira Ramagem da disputa

 Decisão da Câmara mantém Eduardo Bolsonaro elegível, mas condenação no STF tira Ramagem da disputa

Mesa Diretora da Câmara cassou os mandatos de Eduardo Bolsonaro (PL-SP) e Alexandre Ramagem (PL-RJ) (Vinicius Loures/Câmara dos Deputados e Marcos Oliveira/Agência Senado)

#Compartilhe

O filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), a perda do mandato ocorreu por faltas ao plenário

Estadão Conteúdo

A decisão da Mesa Diretora da Câmara dos Deputados de cassar os mandatos de Eduardo Bolsonaro (PL-SP) e Alexandre Ramagem (PL-RJ), formalizada por atos administrativos assinados pelo presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB), e pelos demais integrantes da direção, produziu consequências políticas e jurídicas distintas para os dois parlamentares.

No caso do filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), a perda do mandato ocorreu por faltas ao plenário e, por isso, não gera inelegibilidade. Com isso, Eduardo preserva, ao menos do ponto de vista legal, a possibilidade de disputar uma vaga nas eleições gerais de 2026.

A situação de Ramagem é mais grave. O ex-diretor da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) no governo Bolsonaro teve o mandato cassado em razão de condenação pelo Supremo Tribunal Federal (STF) por participação na tentativa de golpe de Estado. A decisão o torna inelegível e o afasta do cenário eleitoral.

Embora, em tese, Eduardo Bolsonaro ainda possa concorrer, o deputado enfrenta um processo no STF. Ele é réu sob a acusação de articular, a partir dos Estados Unidos – para onde se mudou em março deste ano -, sanções contra autoridades brasileiras.

Ramagem foi condenado pelo STF, no núcleo central da trama golpista, a 16 anos e um mês de reclusão. Proibido de deixar o País, ele descumpriu a determinação judicial e deixou o Brasil rumo aos Estados Unidos.

 

Pela legislação eleitoral, a condenação impõe oito anos de inelegibilidade, contados a partir da decisão judicial.

Com a cassação, assume a vaga de Eduardo Bolsonaro o suplente Missionário José Olímpio (PL-SP). Já no lugar de Ramagem, quem passa a ocupar a cadeira é o suplente Dr. Flávio (PL-RJ), atual secretário do governo do Rio de Janeiro.

Relacionados