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Chefe da ONU pede investigação sobre mortes em operação no Rio

 Chefe da ONU pede investigação sobre mortes em operação no Rio

(FILES) In this file photo United Nations Secretary-General Antonio Guterres speaks during a press conference at the African Union headquarters during the 33rd African Union (AU) Summit on February 8, 2020,in Addis Ababa. – UN Secretary-General Antonio Guterres said July 8, 2020 that foreign interference in the Libya conflict has reached “unprecedented levels,” with sophisticated equipment and mercenaries involved in the fighting. (Photo by MICHAEL TEWELDE / AFP)

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António Guterres manifestou ‘profunda preocupação’ com número de vítimas

Agência Brasil

O secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), António Guterres, manifestou “profunda preocupação” com o número de vítimas da Operação Contenção, deflagrada nesta terça-feira (28) nas favelas da Penha e do Alemão, no Rio de Janeiro. Segundo o porta-voz da ONU, Stéphane Dujarric, Guterres pediu uma investigação imediata e a garantia de que qualquer ação policial siga as normas internacionais de direitos humanos.

“Posso afirmar que o secretário-geral está profundamente preocupado com o grande número de vítimas durante a operação policial realizada ontem nas favelas do Rio de Janeiro”, afirmou Dujarric, em comunicado divulgado nesta quarta-feira (29).

O governo do Rio informou que 119 pessoas morreram durante a ação, que mobilizou forças estaduais e federais. O Ministério Público do Estado (MPRJ) acompanha os desdobramentos e a legalidade das medidas, em cumprimento à decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que impõe restrições às operações em comunidades.

A operação tem sido denunciada por familiares das vítimas, organizações da sociedade civil e pela Anistia Internacional, que classificaram o episódio como massacre e cobraram respostas do Estado.

A Anistia afirmou que o alto número de mortes é “inaceitável” e pediu uma apuração independente e célere para garantir justiça e reparação. Entidades locais também denunciaram que moradores ficaram presos dentro de casa, sem acesso a transporte, escolas ou unidades de saúde durante a incursão.

 

Especialistas ouvidos pela Agência Brasil classificaram a Operação Contenção como uma das mais letais da história recente do país e afirmaram que a população ficou “na linha de tiro”. Para eles, o uso massivo da força expõe a persistência de estratégias que resultam em mortes em larga escala e impactam, sobretudo, moradores de territórios vulneráveis.

O governo fluminense justificou a ação como resposta a ataques de grupos armados e disse que atua para restabelecer a segurança pública. A Secretaria de Estado da Polícia Militar informou que as forças policiais foram recebidas a tiros nas comunidades.

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